domingo, 26 de agosto de 2012

SEXTA SOCIALISTA DO PSTU DISCUTE PROGRAMA HABITACIONAL PARA BELEM

            Na noite desta sexta-feira (24), o PSTU realizou mais uma edição da Sexta Socialista, dessa vez no auditório da Associação Paraense de Pessoas com Deficiência – APPD. O plenário lotado ficou atento para a discussão do problema da falta de moradia em Belém.



O candidato a vereador pelo PSTU, Cleber Rabelo, iniciou falando do principal entrave para vida de trabalhadores e trabalhadoras que ainda não possuem casa própria e vivem de aluguel: a especulação imobiliária. Cleber analisa que o problema da falta de moradia e do aumento do custo dos alugueis é um problema de todo o Brasil, e que traz graves consequências para a população. Atualmente existem cerca de 6 milhões de pessoas sem teto ou morando em barracos embaixo de pontes ou em locais totalmente insalubres. Cerca de 2 milhões de pessoas sofrem anualmente com os reajustes dos alugueis e pagam mensalidades acima de sua capacidade financeira. “em contrapartida um dos maiores absurdos do Brasil capitalista é que em 2008, o IBGE sinalizou que existem cerca de 7,2 milhões de imóveis desocupados utilizados pelas grandes corretoras e construtoras de imóveis para especulação imobiliária”, denunciou Cleber Rabelo.

Cleber ainda falou do Programa Federal “Minha Casa Minha Vida” criado pelo governo Lula. O programa prevê financiamento de imóveis novos para famílias que ganham acima de 3 salários mínimos, excluindo grande parte da população mais carente que vivem em áreas de ocupação e  em bairros periféricos, ganhando menos de três salários mínimos. “o programa não foi criado para atender de fato a população que precisa de subsidio para aquisição de um imóvel. Foi criado para adaptação do repasse de dinheiro para construtoras e empreiteiras, que colocam apartamentos em preços exorbitantes de 90, 100, 120 mil reais, e o governo dá de 17 a 23 mil reais de incentivo, e o trabalhador ou trabalhadora ainda tem que pagar 70, 80 mil reais pra morar em quem lucra com isso são as construtoras”.

Com investimentos de 6% do PIB em 10 anos apenas seria possível acabar com o déficit habitacional em todo o Brasil, valor bem inferior ao que é repassado aos banqueiros para pagamento de juros da dívida, atualmente cerca de 23% do PIB.

UMA ALTERNATIVA DE ESQUERDA PARA A QUESTÃO DA MORADIA EM BELÉM

Belém tem um problema estrutural e histórico de ausência de política habitacional. Mais da metade dos domicílios (51%) estão situados em locais precários, o que abrange 650 mil pessoas, destas, pelo menos 65 mil famílias moram em habitações com excesso de gente e/ou terrenos não regularizados.

“O déficit habitacional em Belém é de 73.977 unidades habitacionais, o que demandaria 1,9 bilhões de reais para resolver o problema. Pra fazer uma reforminha no Mangueirão, pra receber Brasil e Argentina, Jatene gastou 2 milhões de reais. Então não é que não tem dinheiro, o problema tá na prioridade com que é gasto o dinheiro público” afirma Cleber Rabelo.

A proposta do PSTU é a regularização das áreas de ocupação, investimentos da ordem de 6% do PIB nacional para moradia, construção de um fundo para construção de moradias populares com aumento de IPTU para grandes empreendimentos. Cleber ainda apresentou como proposta, a criação de uma empresa habitacional do município. “Chega de repassar dinheiro público para empresas privadas!”

FORTALECENDO UMA ALTERNATIVA DE LUTA
            A atividade teve a participação de cerca de 100 pessoas, e teve 15 filiações. Logo a após a atividade os convidados compareceram a sede do partido para uma roda de samba em homenagem aos 70 anos in memoriam de Clara Nunes. Neste dia também foi feita uma homenagem pelo grupo de negros e negras do PSTU, ao Orixá Exú, figura mais controvertida dos cultos afro-brasileiros e também a mais conhecida.






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